BRAZIL-L Archives
Archiver > BRAZIL > 1999-10 > 0938940575
From: Francisco Antonio Doria <>
Subject: [BRAZIL-L] Loreto (II)
Date: Sun, 3 Oct 99 08:49:35 -0000
1. CLEMENZA DE ORIA
Bastarda, decerto, nascida em Gênova c. 1535-40. ³Criada da Rainha² D. Catarina. Uma nota ao pé da página em Jaboatão diz que chegou no Brasil em 1553 com D. Duarte da Costa. Referida em documento de de 1556 como viúva de Sebastião Ferreira; em 1559 em Salvador, já casada com Fernão Vaz da Costa; em escritura no Livro Velho do Tembo em 1581, e em 1591 em depoimento frente ao inquisidor. Para sua ascendência (identificação de `Lourenco' de Oria, dado como seu pai p.e. no _Nobiliário_ seiscentista de Afonso Torres, ao mercador genovês Alerame Doria, procure os arquivos da RootsWeb.)
Primeiro leito: SEBASTIÃO FERREIRA
Moço de câmara do infante D. Fernando, procurador da câmara de Salvador em 1556, quando Ý no naufrágio da N. S. da Ajuda. C.c. Clemenza de Oria c. 1553. Segue a geração deste casamento.
Segundo leito: FERNÃO VAZ DA COSTA
Filho de Lopo Alves Feio e de s.m. Margarida Vaz da Costa, c.c. Clemenza de Oria em 1557 ou começos de 1558. Ýem fins de 1567 ou começos de 1568. C.g. até hoje.
Do primeiro leito:
2. LUIZA DORIA
N. em Salvador em 1554-6. C. por volta de 1580 c. Martim de Carvalho. Este é dado como madeirense, radicado antes de 1570 em Porto Seguro; esteve no sertão em 1567, comandando uma bandeira, e nesta época seria culpado de `pecado nefando,' do que o inculpariam ante a inquisição em 1591. Era senhor de um engenho de bois em Caípe, e foi nomeado tesoureiro de rendas da Bahia em 15.11.1592, cargo de onde foi afastado pela inquisição e no qual foi reintegrado por provisão de 26.3.1593.
O nome _Luiza_ repete (1) o de Luigi Centurione, avô materno de Alerame (`Lourenco') Doria e grande banqueiro; e o de `Luiz Doria, violão,' isto é, violento, atestado na Chancelaria de D. João III num processo que termina com o perdão real; era de Albufeira, no Algarve, comerciante rico, e seria irmão de Alerame Doria.
Citados Martim de Carvalho e Luiza Doria em documentos contemporâneos. Pais de (comprovada documentalmente):
3. CLEMENCIA DORIA
N.c. 1580, c.c. Braz da Silva de Meneses, filho de Fernão da Silva de Meneses, Ý em 1578 em Alcácer-Kibir, que o teve da amante Domingas Pereira. N.p. de Antonio da Silva de Meneses, alcaide-mor de Alegrete, e de s.m. e prima Branca de Meneses, e bn.p. de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor da vila de Campo Maior, e de s.m. Joana de Azevedo (outros dizem Teresa). Foi vereador em Salvador em 1628 e em 1631. Pais de:
-----4. FRANCISCO DA SILVA DE MENESES. Sacerdote habilitado em 1634. Atestado documentalmente.
-----4. LUIZA DORIA N.c. 1590, em Salvador (Bahia). C.(1) c. Belchior da Fonseca, n.c. 1573, sesmeiro no Rio Real (1636), c.g. Viúva, c.(2) 1645 c. Luiz de Mello de Vasconcellos, s.g. (Belchior da Fonseca foi um dos militares enviados de Pernambuco em defesa da Bahia invadida pelos holandeses.) Era Belchior da Fonseca filho de Domingos da Fonseca Saraiva (n. Armamar) e de s.m. Antonia de Pádua Goes; n.p. de Diogo da Costa, ou Diogo da Veiga, e de s.m. Maria da Fonseca (filha de Diogo da Fonseca Saraiva e de s.m. e prima Isabel Saraiva); n.m. de Gaspar de Araújo e de s.m. Catarina de Goes, tronco dos Araújo Goes na Bahia.
Desses descendem os Moribecas de Sergipe e os Fonsecas Dorias do Rio.
Citado apenas no _Livro..._ de Franklin Doria e na Certidão de Belermino Doria:
-----4. MARTIM DE CARVALHO S.m.n. C.c. sua prima Luiza Doria. Seguem.
(Considero, digamos, peculiar essa repetição dos nomes do casal fundador, em 2., acima.)
4. MARTIM DE CARVALHO
C.c. sua prima Luiza Doria (ascendência dada nos docs. citados). P.d.:
5. LUIZA DORIA
Segundo a certidão de nobreza de Belarmino Jácome Doria, foi a mulher de Domingos Rodrigues Forte, instituidor do morgado da ilha dos Frades, na Bahia. No entanto, na Coleção Wanderley Pinho (MHN), lata 10, lê-se a escritura de refundação do morgado, onde ³Francisco Pereira de Menezes Doria [faz a] escritura de administração das capelas de N. S. de Aguadalupe e de N. S. do Loreto. (9.9.1787), em casas de D. Anna Joaquina de Menezes Doria, [que lhe passa] Dona Eugenia de Menezes moradora na ilha dos Frades, [ficando então] Francisco Pereira de Menezes Doria como administrador da capela q instituiu [instituíram] Domingos Rodrigues São Thiago e sua molher Anna Nogueira...¹ A mãe de Francisco, Eugenia Maria de Menezes, aparece como a administradora então: Dona Eugenia de Menezes, de idade avançada, que tinha as capelas de seu pai Manoel da Silva de Menezes... ¹ Assinam a escritura Fco Pra. de Menezes Doria, Msrtinho Pra. de Menezes Doria (Dorea). o Pe. Manoel da Silva e Meneze!
s, rezando as missas obrigadas na capela.
Nesse caso, para manter a sequência genealógica dada apenas nos docs. citados, suporíamos que Domingos Rodrigues Forte ou Domingos Rodrigues São Thiago casou-se, depois da morte de Luiza Doria, com Anna Nogueira, como está no documento. Domingos Rodrigues Forte testou em 1645, segundo fragmento documental colado no ³Livro de Família² de Franklin Doria, barão de Loreto (Arquivo do IHGB).
Pais de:
-----
A partir daqui as gerações estão todas comprovadas em inventários, no APEBA ou no _Livro de Inventários de S. Francisco do Conde_, publicado por Wanderley Pinho.
6. ANA DE MENEZES
C.c. seu primo Manuel da Silva de Menezes, filho de Silvestre Fernandes e de Ana de Meneses (? desta família?). Pais de:
7. EUGENIA MARIA DE MENEZES
N. c. 1725/30. C.c. Francisco Luiz Pereira, filho de Manuel Antonio Pereira e de s.m. Isabel Maria. Seus filhos homens foram batizados na capela familiar de N. S. do Loreto entre 1749 e 1753. Pais de:
-----8. MANOEL DA SILVA DE MENEZES DORIA N. 1749 na ilha dos Frades. Administrador dos morgados e capelas familiares em 15.9.1785. Era padre.
-----8. FRANCISCO PEREIRA DE MENEZES DORIA N. 1750 na ilha dos Frades e Ýapós 1803. C.c. Maria Josefa Joaquina, Ýintestada em 3.6.1803, processado o inventário em 2.12.1803, inventariante o marido. Foi o administrador dos morgados e capelas da família em sucessão ao irmão padre. C.g.
(Suspeito que Maria Josefa Joaquina, sem sobrenome no inventário, ou _Maria Xavier de Santiago_, nas referidas linhas completas, fosse a origem do sangue negro do barão de Loreto.)
-----8. ANTONIO PEREIRA DE MENEZES DORIA. N. 1752 na ilha dos Frades, Ý após 1806. C. antes de 1785, quando aparecem marido e mulher como proprietários do engenho Nativa, com Maria Rosa da Piedade, Ý intestada em 19.3.1806, inventário processado em 20.5.1806, inventariante o marido. C.g.
-----8. Outros filhos: (i) Martinho Pereira de Menezes Doria, c.c. Anna Joaquina da Soledade. Tinham casas em Madre de Deus em 1787; em 1795 Martinho dá um alambique de sua propriedade em garantia numa transação comercial. (ii) Ursula de Menezes Doria, c.c. o tenente João Coelho de Sampaio. Pais de Maria Rita de Menezes Doria, que c.c. o capitão Manuel Domingues de Carvalho. Pais de Manuel Domingues de Carvalho, major da guarda nacional, que c.c. Maria Antonia, e tiveram ao filho Honório Domingues de Menezes Doria, que sentou praça em Salvador em 6.10.1858. Pai, enfim, de Fausto Domingues de Menezes Doria, também militar. (iii) Ana de Menezes Doria. De Manuel Domingues de Menezes Doria descende a família Araújo Doria de Sergipe.
============================================================
Francisco Antonio Doria
Prix Caumont-La Force 1995
(Conféderation Internationale de Généalogie et d'Héraldique.)
Full member, Brazilian College of Genealogists (CBG)
All material posted is copyrighted.
Please refer to the author to quote it.
============================================================
This thread:
| [BRAZIL-L] Loreto (II) by Francisco Antonio Doria <> |